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Saúde

Quase metade dos médicos em UTIs brasileiras apresenta alto nível de "esgotamento"

Pesquisa feita pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira também encontrou altas taxas de insatisfação entre esses profissionais

Por Rodrigo Péret

Repórter Multimídia · · Atualizado em · 1 min de leitura

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Imagem de estetoscópio · DIVULGAÇÃO / PEXELS

Quase metade (48,5%) dos médicos que trabalham em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Brasil apresentam alto nível de esgotamento mental e emocional. A análise reflete um grupo de 2.338 médicos que responderam questionários digitais em 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal. O aspecto, defende a pesquisa, é um dos fatores de risco para o diagnóstico de burnout, assim como a despersonalização (tornar-se emocionalmente distante do trabalho por mecanismo de defesa) e insatisfação com a vida.

O levantamento demonstrou que quase oito em cada dez médicos que atuam em UTIs precisam de atenção com a saúde emocional. A taxa de profissionais com esgotamento “moderado” foi 31,2%. Os que totalizavam baixo esgotamento foram 20,3%.

A pesquisa também destaca o que determinou como “baixo grau de satisfação com suas atividades”, o que totalizou 46,4%. Em um questionário de pontuação que mostra o nível de satisfação com a vida, 54,2% dos intensivistas mostraram pontos abaixo da média considerada satisfatória. Essa pontuação, explica o levantamento, não determina níveis de burnout, mas a insatisfação com a vida é parte de um dos aspectos considerados para esse diagnóstico.

Burnout no Brasil

Não é um problema só dos médicos, dados recentes mostram que todo o país tem visto alta de risco e diagnósticos de burnout. Entre 2023 e 2025, o número de afastamentos do trabalho por problemas relacionados à organização do modo de vida, ou seja, o esgotamento e suas variáveis, passou de 1760 para 6985, um aumento de 296%. Esse número representa o grupo de pessoas afastadas por período maior que 15 dias. O que significa que o volume de casos pode ser ainda maior quando se pensa num cenário que inclua pessoas com afastamento por menos tempo ou que nem comunicaram o empregador sobre seu estado de saúde.


Rodrigo Péret

Repórter Multimídia · Saúde

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