Princípios Editoriais
Todo veículo decide, todos os dias, o assunto a publicar, o tratamento a dar e o momento de voltar atrás. Escrevemos aqui os princípios por trás dessas decisões — para o leitor saber o esperado de nós, e para poder nos cobrar.
A pressa do noticiário é real, mas a checagem vem antes dela. Preferimos publicar depois a publicar errado — o erro atinge pessoas. O rigor da apuração aplicado às denúncias vale também para as boas notícias. Uma escola com método próprio, um programa de saúde com resultado comprovado, uma solução nascida num bairro: histórias assim merecem espaço e destaque para seus resultados, e a mesma disposição para expor seus limites e seus equívocos. Buscamos o contexto de cada fato: a origem, a consequência, o efeito sobre a vida daqui. Voltamos às nossas reportagens meses depois, para contar o desfecho.
A história continua depois da publicação, e o leitor merece conhecer o final dela. Em período eleitoral, todas as candidaturas recebem o mesmo tratamento: mesmo rigor na apuração, mesmo espaço para resposta, mesmo padrão de perguntas.
Propostas concretas nos interessam tanto quanto polêmicas. Tratamos com dignidade cada pessoa presente em nossas reportagens. Respeitamos a presunção de inocência e a intimidade de quem vive momentos de dor. Por trás de cada história há uma vida real. Conteúdo comercial é sempre identificado como tal. Erramos, como todo veículo. Corrigimos com rapidez, no mesmo lugar e com a mesma visibilidade, informando ao leitor a correção feita.
Usamos inteligência artificial como apoio à produção. A apuração é humana, a decisão editorial é humana, e cada conteúdo publicado tem um jornalista responsável por ele.
Estes princípios pertencem também ao leitor. Use-os para nos cobrar — a cobrança nos torna melhores.
