Um estado próspero na trilha certa
Painel Econômico · · Atualizado em · 2 min de leitura

O Espírito Santo é um Estado que atualmente reúne consistentes indicadores econômicos que aumentam frequentemente o interesse de investidores nacionais e internacionais. Isso não é uma hipótese, uma possibilidade de assim ser algum dia. É um fato concreto, uma realidade contemporânea. De certa forma sua espinha dorsal na atividade econômica está na industrialização de base urbana, com a chegada dos grandes projetos na década de 1970.
Passou por várias crises econômicas, institucionais e ambientais, mas soube navegar em mares tormentosos com uma profícua interação entre a iniciativa privada e os agentes públicos. Sem dúvida, o Movimento Empresarial do ES foi uma das molas propulsoras dessa superação. Mas, o grande protagonista foi o governo do Estado ao conduzir com liderança e bons exemplos a agenda do futuro. Uma agenda de natureza estratégica, propositiva e mensurável em seus avanços.
Não fosse esse protagonismo nosso estado teria trilhado o caminho de vários outros que hoje naufragam na baía das decisões erradas. O arranjo técnico dos entes públicos, especialmente Secretaria de Planejamento e Secretaria da Fazenda, construiu os alicerces da prosperidade que está em curso. Faróis de conexão global, os municípios de Presidente Kennedy e Aracruz iluminam o complexo portuário. Marataízes é outro destaque, pois de janeiro a setembro deste ano arrecadou RS 142 milhões, um recorde. Cresceu 56% em relação ao mesmo período de 2025. Com tendência de crescer mais.
Na Grande Vitória, o município de Serra atrai investimentos importantes como é o caso da XCMG, a terceira maior fabricante de maquinários para construção do mundo, ao inaugurar um centro logístico de 70 mil m² em Jacuhy, bairro serrano. O Terminal Intermodal da Serra (Tims) atraiu a Haier, forte marca chinesa no mundo dos eletrodomésticos. Seu propósito é alcançar R$ 40 milhões de faturamento ao final deste ano. Mas os investimentos não estão concentrados na Região Metropolitana de Vitória. Envolvem muitos municípios. De acordo com o que foi divulgado pela Federação das Indústrias do ES (Findes), a abrangência é ampla e variada. Abrangendo setores como extração de petróleo, gás natural, metalurgia, fabricação de produtos alimentícios, fabricação de máquinas e materiais elétricos.
A tendência é termos mais investimentos ainda, pois as empresas que aqui se instalam, como a GWM, tendem a gerar o investimento derivado. Aquele que lhe complementar em várias dimensões.
Estamos na trilha certa, qualquer atalho pode ser perigoso. Ou não. Depende do risco envolvido.

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