Em carta, Flávio Bolsonaro se autoproclama presidente eleito
Ex-candidato do PL afirma que comandará a oposição a partir dos Estados Unidos
Por Estadão Conteúdo
Agência de Notícias · · Atualizado em · 2 min de leitura

O candidato à Presidência derrotado Flávio Bolsonaro (PL) divulgou nesta quarta-feira, 28, uma carta em se autoproclama o "presidente eleito do Brasil". A declaração foi compartilhada pelo influenciador digital Paulo Figueiredo.
"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", diz o documento na abertura.
Flávio acusa o Supremo Tribunal Federal (STF), em conluio com o PT, de ter promovido uma fraude eleitoral, sob o argumento de que a votação continuou mesmo com parte das urnas lacradas.
"Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno", disse.
Flávio se descreve como perseguido político e vítima de uma caça às bruxas e comenta o fato de ter fugido do Brasil. "Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime".
O candidato do PL se compara a nomes como Rui Barbosa, Charles de Gaulle, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado e diz que liderará a oposição dos Estados Unidos.
"Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr ... Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos, para impedir que Lula consolide um regime ditatorial no Brasil", continuou.
Ele ainda agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pela ajuda - Flávio se deslocou para a Argentina para, de lá, partir para solo norte-americano. O senador também se referiu a Rogério Marinho (PL-RN) como seu "candidato à Presidência do Senado".
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