Ibovespa tomba 13% após reeleição de Lula
Suspensão das negociações foi acionada pela primeira vez depois de seis anos
Por Estadão Conteúdo
Agência de Notícias · · Atualizado em · 2 min de leitura

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva rompeu com a expectativa do mercado financeiro de troca de governo e provocou uma correção acentuada nesta segunda-feira, 26. O Ibovespa fechou no menor nível de preço desde 31 de agosto, após ter presenciado o primeiro circuit breaker em seis anos pela manhã, quando tombou mais de 17%.
Com o desenrolar do pregão, o índice se afastou das mínimas do dia e fechou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos. O giro financeiro somou R$ 88,6 bilhões, bem acima da média diária de cerca de R$ 25 bilhões. As ações cíclicas, como Magazine Luiza (-58,23%), lideraram a ponta negativa, na esteira do avanço de 250 pontos-base das taxas de juros futuras. Já exportadoras, como Suzano (+10%) se beneficiaram da alta de 8% do dólar, a R$ 5,40.
Equipe econômica
Operadores destacam que a correção foi mais firme na primeira etapa do pregão por conta de um ajuste de preços. Agora dizem aguardar confirmações sobre a equipe econômica. Mais do que isso, aliás, é o quanto tais nomes poderão fazer em termos de ajuste fiscal.
A queda do Ibovespa nesta segunda é basicamente reflexo da quebra de expectativa, avalia o especialista em renda variável da AVIN, Heitor de Nicola. "Quando temos eleição com algo inédito e com quebra de expectativa desse tamanho, é natural que haja uma correção dessa projeção", afirma, notando que o mercado tinha se embasado no resultado do primeiro turno - em que Flávio Bolsonaro (PL) liderou os votos - para montar posições de compra "Nunca na história havia tido uma virada, sempre quem liderava o primeiro turno era eleito", aponta.
Com a queda desta segunda, o Ibovespa apagou os ganhos de outubro e passou a cair 5,22% no acumulado mensal. Em 2026, o índice reduziu a alta para 9,61%.
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