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Se ninguém pode viver a sua vida por você, por que insistir em seguir os passos dos outros? Uma reflexão sobre identidade, escolhas e autenticidade

Por Daniel Grechi

Acesso Total · · Atualizado em · 3 min de leitura

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Já parou para imaginar o tamanho do movimento que o universo teve que fazer só para conectar duas pessoas específicas, que viriam a ser seus pais? Não importa se foram pais bons ou pais ruins, presentes ou ausentes: o que importa é que, daquele encontro, surgiu uma combinação genética única, que nunca existiu antes e nunca mais vai se repetir. Foi esse código, e só esse código, que decidiu a cor do seu cabelo, o formato do seu rosto, o tamanho do seu nariz, da sua orelha, o corpo que você carrega. Foi ele que trouxe as suas potencialidades e também as suas enfermidades, tudo pensado e gerado única e exclusivamente ali, naquela mistura genética que o universo levou milhões de anos de encontros, escolhas e acasos para construir. Não existem dois códigos iguais. Por mais parecidos, por mais semelhantes que dois corpos possam ser, aquele código é só um, e não existe outro igual em lugar nenhum.

Você já se perguntou qual é a única coisa que só você é capaz de fazer? Já parou para pensar: qual é o papel, nesse planeta, que ninguém além de você pode cumprir?

Somos oito bilhões de pessoas no mundo. E, mesmo assim, só existe uma de cada. Oito bilhões de exclusividades vivendo ao mesmo tempo, nesse mesmo planeta, respirando o mesmo ar, mas carregando cada uma a sua própria e intransferível forma de existir. O privilégio não é pequeno: é a exclusividade de ser a única pessoa que vive a vida que você vive, com o corpo que você tem, com os pensamentos que só a sua cabeça gera, com a história que você carrega e que mais ninguém carregou do mesmo jeito.

Ninguém mais consegue viver a sua experiência. Ninguém poderia estar no seu lugar, sentir o que você sente, do jeito que você sente. O que você sofre, só você sabe o peso exato disso; o que te alegra, só você sente daquela forma específica, que não se repete em mais ninguém. As pessoas que passam pela sua vida, o mundo do jeito que você o compreende e interpreta, tudo isso é seu, e só seu.

Ninguém mais tem acesso a essa versão do mundo que só existe dentro de você. 

Por isso, viva. Viva de verdade, de um jeito profundo e íntegro, sem economizar presença. Não existe vida alheia que caiba em você, nem vida sua que caiba em outra pessoa. Evite a tentação do bando, de fazer o que todo mundo faz só porque todo mundo está fazendo. O consciente coletivo pode ser confortável, pode parecer mais seguro, mas ele apaga justamente aquilo que só você tem para entregar ao mundo. Quando você imita, o mundo perde a sua versão original; quando você se repete por fora, perde a chance de se expressar por dentro.

Pense mais. Reflita mais. Conheça-se mais. Descubra quais são as suas especificidades, o que é exclusivamente seu, o que só você sente e produz, e busque fazer aquilo que te dá alegria e sentido. Não imite: viva a sua própria experiência, a única que o mundo jamais vai ver de novo, porque quando ela acabar, acaba com ela uma forma de existir que nunca existiu antes e nunca vai se repetir. Procure ser você mesmo. 

Instagram: @danielgrechi

Daniel Grechi

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