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GOVERNO ESTADUAL

Pazolini repete Hartung, questiona contas do Estado e fala em auditoria externa

Governador eleito repete ato realizado pelo ex-governador após vitória sobre Casagrande em 2014; na época, orçamento acabou revisado

Por Rodrigo Péret

Repórter Multimídia · · Atualizado em · 2 min de leitura

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Pazolini ganha eleições para governador no Espírito Santo. · FOTO: PAINEL NEWS

Os integrantes da equipe de transição do governador eleito Lorenzo Pazolini (Republicanos) avaliam contratar uma auditoria externa para auxiliar na análise da situação do governo estadual. A ideia é revisar contratos e contas de todas as secretarias, autarquias e empresas públicas, segundo interlocutores ligados ao governador eleito.

Apesar de ainda não haver nada oficial, o movimento faz lembrar ação semelhante de Paulo Hartung entre 2014-2015. Na época, após vencer Renato Casagrande na disputa pelo governo do Estado, Hartung realizou, durante a transição de governo, questionamentos sobre a situação das contas estaduais e levantou a necessidade de uma avaliação técnica, que resultou no envio de uma revisão da proposta orçamentária à Assembleia Legislativa, em janeiro de 2015. O valor passou de R$ 17,3 bilhões, previstos pela administração Casagrande, para R$ 16 bilhões, sob a justificativa de que a estimativa de receitas havia sido superestimada pelo antecessor em 7,8%.

Eventual auditoria externa, caso vá adiante, pode levantar questionamentos semelhantes e criar narrativa semelhante à construída por Hartung em 2015: a de que seu antecessor não teria o equilíbrio fiscal que se tornou marca da gestão, o que abriria caminho para eventuais mudanças de rumo.

Auditores estaduais

Em entrevista à Rádio CBN Vitória na última terça-feira (03), o secretário estadual de Controle e Transparência da atual gestão, Edmar Camata, que integra a equipe de transição do governador Ricardo Ferraço (MDB), questionou a possibilidade, citando que o Estado já tem auditores estaduais com capacidade de realizar o serviço.

“É uma opção da gestão que entra abrir mão desses serviços que são tão bem prestados pelos nossos profissionais e contratar algo externo”, declarou. A equipe de Pazolini ainda não confirmou se irá mesmo realizar auditoria externa. Caso vá adianta, a tendência é que seja contratada uma das chamadas 'big four' do setor no mundo: Deloitte, PwC, EY e KPMG.   

Rodrigo Péret

Repórter Multimídia · Poder

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