PSD declara apoio a Pazolini para o segundo turno
Partido, que tem entre seus filiados o ex-governador Paulo Hartung, estava neutro na disputa estadual durante o primeiro turno
Por Rodrigo Péret
Repórter Multimídia · · Atualizado em · 2 min de leitura
Após ficar neutro no primeiro turno, o PSD, partido que tem como filiado o ex-governador Paulo Hartung, anunciou apoio ao ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) para a disputa do segundo turno ao governo estadual.
O anúncio foi feito pelo presidente estadual do partido, o prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos. Ele afirmou que a decisão partidária, e que o ex-governador não participou da decisão, apesar de já ter feito elogios a Pazolini no passado.
Pazolini e Ricardo Ferraço (MDB) disputam o segundo turno, marcado para 25 de outubro. No primeiro turno, realizado no domingo (4), Pazolini recebeu 1.048.633 votos, o equivalente a 49,65% dos votos válidos, enquanto Ferraço teve 719.397 votos (34,06%).
O presidente estadual do PSD também confirmou que pretende participar da campanha de Pazolini durante o segundo turno. Entre as possibilidades está a participação em caminhadas e outras atividades eleitorais ao lado do candidato.
O apoio anunciado agora representa uma mudança em relação à posição adotada pelo PSD durante o primeiro turno. Apesar de ter declarado apoio a Pazolini ainda na pré-campanha, a legenda decidiu não integrar nenhuma das duas chapas que disputaram o governo após as negociações para a formação das alianças.
Em abril, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, havia confirmado que a legenda apoiaria Pazolini. Na ocasião, Renzo também havia declarado que as orientações da direção nacional contribuíram para a aproximação com o Republicanos
O cenário, porém, mudou durante o período de convenções. O PSD tinha interesse em indicar a vice de Pazolini, com a possibilidade de lançar Lívia Vasconcelos, esposa de Renzo, na chapa. Ao mesmo tempo, o partido trabalhava para lançar o deputado estadual Sergio Meneguelli como candidato ao Senado.
Como a composição com Pazolini não contemplava a candidatura de Meneguelli, o PSD decidiu seguir de forma independente na eleição. Em agosto, durante a convenção partidária, a legenda oficializou Meneguelli para o Senado e declarou neutralidade na disputa pelo Palácio Anchieta.
A candidatura de Meneguelli foi um dos fatores citados por Renzo para explicar por que o PSD não apoiou Pazolini no primeiro turno. Após a eleição, entretanto, o deputado estadual não conseguiu uma das duas vagas ao Senado pelo Espírito Santo.
Com a nova composição da disputa pelo governo, o PSD decidiu retomar o apoio a Pazolini. Renzo afirmou que a decisão também considerou o resultado eleitoral do primeiro turno, no qual o candidato do Republicanos terminou à frente de Ferraço.

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