Vila Rubim vai ter praça sob a Ponte Seca após reurbanização; veja como região vai ficar
Obras terão investimento de R$ 11,2 milhões e prazo de 18 meses. Intervenções serão realizadas por etapas para reduzir impactos no comércio e no trânsito
Por Rodrigo Péret
Repórter Multimídia · · Atualizado em · 4 min de leitura

Quase um século após a inauguração do Mercado da Vila Rubim, um dos símbolos do comércio popular de Vitória, a região que leva o mesmo nome do Mercado se prepara para uma nova transformação. Tradicional ponto de abastecimento da capital, o bairro Vila Rubim vai receber obras de reurbanização que prometem mudar a circulação de pedestres e veículos, ampliar as áreas verdes e criar novos espaços de convivência. A proposta é modernizar uma área histórica sem apagar a identidade comercial que atrai consumidores de diferentes partes do Espírito Santo.
O projeto prevê a criação de uma praça sob a Ponte Seca, o plantio de 94 novas árvores, melhorias nas calçadas e a reorganização do estacionamento. A ordem de serviço foi assinada pela Prefeitura de Vitória na terça-feira (27).
Com investimento de R$ 11,26 milhões e prazo de execução de 540 dias, equivalente a 18 meses, a obra abrangerá uma área de aproximadamente 25,3 mil metros quadrados. A previsão divulgada é de conclusão em abril de 2028.
Ponte Seca terá praça e iluminação especial

Uma das principais mudanças será na Ponte Seca, que receberá novo piso, mobiliário urbano e iluminação cênica. A área sob a estrutura será transformada em um espaço de convivência, com possibilidade de receber feiras, eventos e atividades culturais. O projeto também prevê uma nova escadaria metálica e uma rampa para conectar os diferentes níveis da região. A intenção é facilitar o acesso ao espaço e ampliar as possibilidades de uso por moradores e visitantes.
Outro ponto previsto é a investigação da existência de antigos trilhos ferroviários sob o piso da Ponte Seca. Caso sejam encontrados, eles poderão ficar aparentes, preservando uma referência histórica da região. A intervenção inclui ainda 875 metros quadrados destinados a espaços de convivência e permanência, além de melhorias na urbanização e na infraestrutura.
Mais árvores e calçadas acessíveis

A reurbanização prevê o plantio de 94 novas árvores, distribuídas em corredores verdes. A ampliação da vegetação busca melhorar o conforto térmico e reduzir a sensação de calor na região, marcada pela intensa circulação de pessoas e veículos. As calçadas e travessias também serão requalificadas para oferecer melhores condições de acessibilidade e segurança aos pedestres. Parte do asfalto será substituída por blocos intertravados, que favorecem a infiltração da água no solo e contribuem para a drenagem. O projeto inclui ainda melhorias na iluminação pública e na rede de drenagem, além de mudanças no sistema viário interno. A Travessa do Galpão 1 será transformada em uma rua exclusiva para pedestres.
Estacionamento terá 271 vagas

A reorganização do estacionamento prevê 271 vagas para diferentes tipos de veículos. Serão 199 destinadas a carros, 63 para motocicletas, sete para carga e descarga e duas para táxis. A proposta também contempla a instalação de parquímetros e estruturas para bicicletas. O projeto prevê 11 paraciclos, com capacidade para cinco bicicletas cada, totalizando 55 vagas, além de uma estação de bicicletas compartilhadas com espaço para oito unidades. As vagas de carga e descarga devem ajudar a organizar o abastecimento das lojas, incluindo a movimentação de mercadorias nas proximidades da peixaria.
Obras serão divididas em etapas

Para reduzir os impactos sobre comerciantes, consumidores e moradores, a prefeitura prevê executar os trabalhos por fases. A primeira etapa será concentrada na urbanização da área da Ponte Seca, com a implantação da praça, dos acessos e de parte das vagas de estacionamento. A escolha busca evitar prejuízos ao comércio durante o período de maior movimento das vendas de fim de ano.
Na sequência, serão realizadas intervenções de drenagem e pavimentação nas vias internas. Os trabalhos devem avançar por trechos, com fechamento temporário de pequenas áreas para a execução dos serviços e posterior liberação. Segundo o planejamento municipal, as avenidas Elias Miguel e Pedro Nolasco, principais vias de circulação no entorno, deverão permanecer com o fluxo contínuo de veículos. As alterações no trânsito devem se concentrar nas ruas internas da Vila Rubim, com comunicação antecipada aos usuários.
A prefeitura também informou que manterá uma equipe no local para acompanhar a execução e dialogar com comerciantes e moradores durante as obras. A expectativa é que a reurbanização melhore a experiência de quem trabalha e faz compras na Vila Rubim, além de ampliar o uso da região como espaço de convivência. O desafio será realizar as intervenções sem comprometer o funcionamento de um comércio tradicional que faz parte da história de Vitória.

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