"Ato de muita coragem", diz ex-ministro de Bolsonaro sobre Flávio
Adolfo Sachsida, que participou da campanha presidencial do senador, comentou a ida do filho de Jair Bolsonaro para os Estados Unidos durante evento em Vitória
Por Rodrigo Péret
Repórter Multimídia · · Atualizado em · 2 min de leitura

O ex-ministro de Minas e Energia do governo Jair Bolsonaro, Adolfo Sachsida, classificou como um “ato de muita coragem” a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de deixar o Brasil e ir para os Estados Unidos. A declaração foi dada na quinta-feira (5), durante o Fórum Liberdade e Democracia, realizado em Vitória.
Sachsida, que também é advogado e economista, participou da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e chegou a ter seu nome cotado para assumir o Ministério da Fazenda em uma eventual gestão do senador. Questionado sobre a saída de Flávio do país, o ex-ministro respondeu brevemente: “Avalio como um ato de muita coragem dele”.
Na sequência, Sachsida questionou a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a apreensão do passaporte do senador. “Alguém acha normal ter uma ordem sete minutos após o final da eleição?”, provocou. “O senador tomou a decisão que ele achava correta para ele e sua família e eu me atenho a isso”, acrescentou.
Homenagem em Vitória
Sachsida esteve na capital capixaba para participar do Fórum Liberdade e Democracia, promovido pelo Instituto Líderes do Amanhã. Durante o evento, foi homenageado com o Prêmio Liberdade. Em seu discurso, o ex-ministro criticou a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a cassação da chapa presidencial. Na ocasião, também pediu aplausos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo atendido pela maioria dos participantes.
Investigações envolvendo Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Entre os pontos que podem ter repercussão nas investigações estão as relações do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro e o advogado Willer Tomaz. Em entrevista ao jornal norte-americano The New York Times, o senador afirmou: “Já sei que o desfecho final será minha prisão”. Flávio nega ter cometido os crimes dos quais é suspeito. Ele admite, porém, ter solicitado dinheiro a Vorcaro para, segundo sua versão, financiar o filme Dark Horse. O senador também confirmou manter amizade com Willer Tomaz, investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo apostas esportivas.

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