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Quinta-feira, 29 de out. de 2026
PÓS-ELEIÇÃO

Pazolini defende resultado das urnas e diálogo com o governo federal

Governador eleito do ES afirma que disputa eleitoral terminou, prega união entre diferentes grupos políticos e defende articulação com governadores do Sudeste

Por Rodrigo Péret

Repórter Multimídia · · Atualizado em · 3 min de leitura

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Pazolini, durante entrevista ao CNN Brasil · REPRODUÇÃO/CNN BRASIL

O governador eleito do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), defendeu o respeito ao resultado das eleições presidenciais e a abertura de diálogo com o governo federal, mesmo após ter apoiado Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (29), o republicano também elogiou o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e falou sobre a articulação política entre os estados do Sudeste.

As declarações foram dadas quatro dias após o segundo turno, em um cenário de questionamentos ao resultado da eleição presidencial por parte de Flávio Bolsonaro. O candidato derrotado divulgou uma carta em que alegou fraude eleitoral e chegou a se declarar "presidente eleito", antes de modificar o documento. Na entrevista, Pazolini afirmou que a disputa política deve dar lugar ao trabalho dos governantes e à construção de políticas públicas.

"O período eleitoral se encerrou naquele momento. O que nós precisamos agora é de unir o país, é de unir as pessoas, é de dialogar intensamente para que as políticas públicas cheguem", declarou.

O governador eleito também ressaltou que o resultado das urnas precisa ser reconhecido pela classe política.

"O brasileiro fez as suas escolhas. À classe política cabe respeitar e formular, planejar, preparar os estados e preparar o Brasil para termos melhorias", afirmou.

Relação com o governo Lula

Embora tenha apoiado Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, Pazolini sinalizou que pretende manter uma relação institucional com o governo Lula. O posicionamento já havia sido apresentado pelo governador eleito após a vitória no Espírito Santo. Na ocasião, ele afirmou que não teria dificuldades em manter uma relação republicana com Brasília e que respeitaria a escolha dos brasileiros.

Em declarações anteriores, Pazolini também destacou a importância da articulação com deputados federais e senadores para buscar recursos e investimentos para o Espírito Santo. A relação com o Palácio do Planalto será uma das questões da próxima administração estadual, que começa em janeiro de 2027.

Elogios a Tarcísio e articulação no Sudeste

Durante a entrevista, Pazolini também destacou a atuação de Tarcísio de Freitas, reeleito governador de São Paulo, a quem chamou de "farol da boa gestão pública". O futuro governador capixaba defendeu o trabalho conjunto com os demais chefes dos Executivos estaduais do Sudeste, citando Cleitinho (Republicanos), eleito em Minas Gerais, e Douglas Ruas (PL), eleito no Rio de Janeiro.

Segundo Pazolini, a intenção é fortalecer a cooperação entre os governos para que os estados da região cresçam de maneira harmônica. A manifestação ocorre em um momento de reorganização das forças políticas após a eleição presidencial, com lideranças de diferentes partidos discutindo os próximos passos da oposição ao governo Lula.

Pazolini evita antecipar debate sobre 2030

Questionado pela CNN sobre uma possível candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência da República em 2030, Pazolini evitou antecipar o debate eleitoral. Apesar dos elogios ao governador paulista, o republicano afirmou que haverá um momento adequado para discutir a próxima corrida presidencial, mas que essa discussão não deve ocorrer agora. Para Pazolini, o momento exige dedicação à administração pública. Ele defendeu que os governadores concentrem esforços em cuidar dos estados e do país.

Eleito no segundo turno com 52,17% dos votos válidos, o equivalente a 1.151.818 votos, Pazolini derrotou Ricardo Ferraço (MDB), que recebeu 47,83%, ou 1.056.119 votos. O governador eleito assumirá o Palácio Anchieta em janeiro de 2027, após dois mandatos à frente da Prefeitura de Vitória.

Rodrigo Péret

Repórter Multimídia · Poder

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