O que os amistosos contra Austrália e Índia mostram a Ancelotti na seleção brasileira
Brasil conquistou duas vitórias por goleada e um empate em meio à primeira data Fifa pós-Copa do Mundo
Por Estadão Conteúdo
Agência de Notícias · · Atualizado em · 5 min de leitura

O jogo contra a Índia de pouco valia para medir a evolução da seleção brasileira após duas partidas contra a Austrália. A goleada por 4 a 0 sobre a 137ª colocada no ranking da Fifa encerrou a agenda do Brasil nesta Data Fifa, que pareceu pôr fim ao esquema de quatro atacantes usado por Carlo Ancelotti na Copa do Mundo e no primeiro dos três jogos.
Este foi o 20º jogo de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira. Até aqui, foram 12 vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Ainda resta uma Data Fifa em 2026, entre 9 e 17 de novembro. No dia 14, o adversário será o Japão, rival do Brasil na segunda fase da Copa do Mundo, em Singapura. Depois, a equipe de Ancelotti enfrenta o time da casa, no dia 17. Veja abaixo as lições que Ancelotti pôde tirar dos amistosos contra Austrália e Índia:
Meio-campo reforçado parece o melhor caminho
Ancelotti havia dito que o jogo contra a Índia não era "um teste", mas "uma oportunidade". O técnico mandou a campo a mesma formação da segunda partida contra a Austrália, com o meio de campo mais ocupado, tirando um jogador da frente.
Na vitória em Brisbane, o trio foi Bruno Guimarães, Danilo e Gabriel Bontempo. Em Calcutá, o camisa 8 deu lugar a Andrey Santos. Funcionou novamente, sem grande exigência para marcar o adversário.
Defesa ainda é ponto de atenção
Embora não tenha sofrido gols no terceiro jogo, o Brasil correu riscos no segundo tempo. Pedro Morisco precisou fazer duas defesas a partir de espaços deixados pelos zagueiros brasileiros No lance mais perigoso, o goleiro chegou a ser batido por Ryan Williams, mas Mauro Júnior cortou quase em cima da linha.
O time sofreu três gols nos jogos contra a Austrália e vinha sendo vazado há quatro partidas consecutivas até encarar a Índia Foi mais raro que os indianos encontrassem espaços, mas mais por falta de qualidade do que melhora brasileira.
Vini Jr. abaixo; Samuel Lino, Estêvão e Endrik à disposição

Vini Jr. ficou abaixo do esperado. Após ser o artilheiro da seleção na Copa, com quatro gols, o camisa 7 chegou a esta Data Fifa com oito, líder na artilharia com Ancelotti.
O jogador do Real Madrid fez um bom segundo tempo na vitória contra a Austrália, mas marcou apenas de pênalti. No empate e até na primeira etapa, ficou apagado. Contra a Índia, cometeu erros individuais com a bola.
Por outro lado, há quem saia por cima nesta Data Fifa. Samuel Lino jogou um tempo inteiro pela primeira vez contra a Índia e, com dois gols, mostrou talento individual.
Estêvão voltou a marcar. O garoto de 19 anos era o artilheiro da Era Ancelotti com cinco gols, mas sofreu uma lesão muscular de grau 4 e ficou fora da lista da Copa do Mundo. Com seis, ele está atrás de Vini Jr.
Endrick, que teve assistência para o gol de Bruno Guimarães contra a Austrália, jogou por menos tempo, mas quebrou um marasmo do Brasil diante da Índia na parte final do jogo. Era ele que tentava algo diferente quando a troca de passes esbarrava na retranca indiana.
Há novatos que também saem com saldo positivo, como Arthur Dias e Mauro Júnior. Vanderson, assim como Estêvão fora da Copa por lesão, ficou no banco no empate e foi bem nas duas vitórias brasileiras.
Ancelotti diz que sai satisfeito
Carlo Ancelotti fez um balanço positivo da seleção brasileira após a Data Fifa de novembro. Para o técnico, o período serviu para ampliar as opções da equipe e dar oportunidades a jogadores que ainda não haviam sido testados. Em três amistosos, o Brasil empatou por 1 a 1 e venceu por 4 a 2 a Austrália, antes de golear a Índia por 4 a 0 neste sábado, 3, em Calcutá.
"Saímos deste período com a sensação de que os jogadores vão poder fazer melhor. Cada jogador tem sua característica e, no final, saímos satisfeitos. Não importa que nível de jogo vamos ganhar, o que importa para nós é fazer o melhor, tendo em conta toda a nossa condição e a sua pressão contínua", afirmou o treinador, em entrevista coletiva.

Ancelotti utilizou os 26 convocados e testou diferentes formações. Nove atletas chamados para esta Data Fifa ainda não haviam sido convocados anteriormente.
Contra a Índia, o técnico reconheceu que a seleção teve dificuldades para abrir o placar, mas destacou a mudança de cenário após o gol de Estêvão. "Tivemos dificuldades em abrir o gol, mas, no momento em que abrimos o placar com Estêvão, tivemos a oportunidade de controlar melhor o jogo", disse.
O italiano também elogiou alguns dos jogadores que ganharam espaço durante a Data Fifa. Jair, Bontempo, Breno Bidon, Arthur Dias e os goleiros foram citados pelo treinador, que ressaltou a importância de dar sequência aos jovens.
Ancelotti, porém, apontou a falta de ritmo como um obstáculo para jogadores que têm poucos minutos em seus clubes. "Temos que dar-lhes oportunidade, porque se vê que os jogadores que têm mais dificuldade, jogadores que não têm minutos no clube, têm mais dificuldade para jogar um jogo competitivo, como pode ser o Estêvão e como pode ser o Endrick", afirmou.
Este foi o 20º jogo de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira. Até aqui, foram 12 vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Ainda resta uma Data Fifa em 2026, entre 9 e 17 de novembro. No dia 14, o adversário será o Japão, rival do Brasil na segunda fase da Copa do Mundo, em Singapura. Depois, a equipe de Ancelotti enfrenta o time da casa, no dia 17.
"Este foi um período interessante. Tenho uma ideia muito mais clara para a próxima convocação. Obviamente não vamos mudar muito, mas quero ver outros jovens que não estavam prontos nesta próxima Data Fifa", indicou o comandante.
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