Lula precisa de virada inédita no segundo turno para se reeleger
Em sete disputas presidenciais decididas em duas rodadas, o mais votado no primeiro turno venceu todas.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra na reta final da campanha pela reeleição diante de um desafio sem precedente. Segundo colocado no primeiro turno, realizado no domingo (4), ele precisa de um feito inédito desde a redemocratização: virar a eleição presidencial no segundo turno.
Os números da série mostram disputas de perfis muito diferentes. A maior vantagem no primeiro turno foi a de Lula em 2002: 23,2 pontos sobre José Serra (PSDB), confirmada no segundo turno com 61,27% dos votos válidos, o maior percentual da série. A menor foi a de 2022, quando Lula ficou 5,2 pontos à frente de Jair Bolsonaro (PL) e venceu por 1,8 ponto, o resultado mais apertado desde a redemocratização. Em 1989, Fernando Collor de Mello (PRN) chegou ao segundo turno com 30,48%, o menor percentual entre os primeiros colocados, e ainda assim venceu. Em 2006, Geraldo Alckmin (PSDB) terminou a primeira rodada 7 pontos atrás de Lula e perdeu o segundo turno por quase 22. Esse é o único caso de vantagem ampliada: nas outras seis eleições, a distância entre os finalistas diminuiu na votação final.

A menor vantagem da série
Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno por 1,9% dos votos. O PL espera, naturalmente, a migração de votos dos outros candidatos ((Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado) para o senador. No total, os outros candidatos somaram 7,8% dos votos. No entanto, há um alerta para a campanha de Flávio: a distância entre os dois concorrentes de segundo turno nunca foi tão estreita.
Essa distância variou muito ao longo das décadas. Em 1989, Fernando Collor de Mello (PRN) terminou o primeiro turno com 30,48%, contra 17,19% de Lula, e venceu por 53,03% a 46,97%. Em 2002, Lula chegou à segunda rodada com 46,44%, contra 23,20% de José Serra (PSDB), e venceu com 61,27%.
Até este ano, a menor diferença no primeiro turno tinha sido a de 2022. Lula ficou 5,2 pontos à frente de Jair Bolsonaro (PL) e venceu o segundo turno por 50,90% a 49,10%.
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