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INTERNACIONAL

Ex-chefe de direitos humanos da ONU, Navi Pillay ganha Nobel da Paz

"Navy" Pillay trabalha atualmente na Corte Internacional de Justiça

Por Estadão Conteúdo

Agência de Notícias · · Atualizado em · 2 min de leitura

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Ex-chefe de direitos humanos da ONU, Navi Pillay vence o Nobel da Paz · JAVAD PARSA

A ex-alta comissária da ONU para direitos humanos Navanethem "Navi" Pillay, hoje juíza da Corte Internacional de Justiça, ganhou o Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira, 8, em Oslo, na Noruega. O Nobel da Paz é frequentemente apontado como a honraria mais prestigiosa do planeta. A edição deste ano marca o 125º aniversário do prêmio, criado em 1901.

O Comitê Nobel Norueguês recebeu indicações de 287 candidatos ao Nobel da Paz de 2026. Especialistas afirmam que o comitê costuma considerar, entre outros fatores, a durabilidade de iniciativas de pacificação, a promoção da fraternidade internacional e o trabalho discreto de instituições que reforçam esses objetivos.

Instituições eram favoritas

Antes do anúncio, analistas e mercados de previsões citavam como possíveis candidatos a Estação Espacial Internacional, equipes de emergência no Sudão, defensores das crianças na Ucrânia e duas das principais cortes internacionais. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, também aparecia com destaque em algumas apostas. Já o presidente dos EUA, Donald Trump - que trava uma guerra contra o Irã - há tempos manifesta publicamente o desejo de receber o prêmio e afirma reiteradas vezes que o merece.

No ano passado, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado venceu o Nobel da Paz por sua luta em prol de uma transição democrática no país sul-americano, descrita pelo Comitê Nobel como uma mulher "que mantém acesa a chama da democracia em meio a uma escuridão crescente". Pouco depois de os EUA derrubarem o então presidente Nicolás Maduro, Machado entregou a Trump sua medalha do Nobel. O gesto, porém, teve caráter sobretudo simbólico: o Comitê Nobel já afirmou que a honraria não pode ser transferida.

As indicações ao Nobel podem ser feitas por um grupo restrito de pessoas e instituições, como chefes de Estado e políticos em nível nacional, professores universitários, diretores de institutos de política externa, vencedores anteriores do prêmio e integrantes do Comitê Nobel Norueguês.

O Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel será anunciado na segunda-feira. O valor pago neste ano é de 12 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,2 milhão), para um 

Estadão Conteúdo

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