Ir para o conteúdo
Domingo, 18 de out. de 202624°C chuva
HONRARIA MUNDIAL

Capixaba Alison Mamute entra para o Hall da Fama do Vôlei

Ao lado dele, Fabi Alvim e Ary Graça também são homenageados

Por Redação Painel News

· Atualizado em · 3 min de leitura

Compartilhar
Alison recebe honraria · REPRODUÇÃO / INSTAGRAM @THESPIKENET

O capixaba Alison Mamute, campeão olímpico de vôlei de praia nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, passou a integrar o Hall da Fama do Vôlei. A homenagem foi realizada neste sábado, em cerimônia em Holyoke, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, que reconheceu nove personalidades de diferentes áreas da modalidade.

Além de Alison, outros dois brasileiros receberam a honraria: a bicampeã olímpica Fabi Alvim e Ary Graça, ex-presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

Conhecido pela força física e pela eficiência no bloqueio, Alison conquistou o ouro olímpico ao lado de Bruno Schmidt, em 2016. Antes, havia conquistado a medalha de prata nos Jogos de Londres, em 2012, ao lado de Emanuel Rego. Ao longo de 24 anos de carreira, o atleta também acumulou títulos no circuito mundial de vôlei de praia.

Para marcar a entrada no Hall da Fama, Alison deixou no acervo da instituição objetos utilizados na conquista do ouro olímpico em Copacabana, no Rio de Janeiro.

"É motivo de muito orgulho estar aqui para receber esta homenagem e pensar que, a partir de hoje, estarei junto de tantos grandes nomes, de tantos brasileiros, que brilharam nas areias e nas quadras. É difícil entender o tamanho de tudo isso", afirmou.

O ex-jogador comparou a entrada no seleto grupo a "zerar um jogo" e relembrou os desafios enfrentados durante a trajetória no esporte.

Fabi Alvim também é homenageada

Outra brasileira reconhecida foi Fabi Alvim, referência na posição de líbero e bicampeã olímpica pela seleção brasileira. Revelada no Rio de Janeiro, a ex-atleta construiu uma carreira marcada por conquistas e pela importância defensiva dentro de quadra.

Durante a cerimônia, Fabi relembrou as dificuldades enfrentadas na infância, quando jogar vôlei com os meninos não era visto como uma escolha comum para as meninas de seu bairro.

"Naquela época, uma menina que escolhia brincar com bola no meio dos meninos causava estranheza. A minha trajetória era, por si só, improvável. O lugar de onde vim, as barreiras que enfrentei pela ausência de padrões a seguir no vôlei, tudo parecia dizer não. Mas, de alguma forma, o improvável virou meu combustível", contou.

A ex-líbero também destacou como a posição influenciou sua visão sobre o esporte e a vida. Ao longo de duas décadas na função, teve participação importante nas conquistas da seleção brasileira, além de vencer a Superliga em dez oportunidades por clubes do país.

"Ser líbero é aprender na pele o verdadeiro significado do altruísmo. É entender o valor de servir. Em um esporte que vive e respira a contagem de pontos, passei 20 anos sem fazer nenhum e nunca, nem por um segundo, me senti menos importante por isso", afirmou.

Fabi acrescentou que a experiência nas quadras contribuiu para sua formação pessoal, inclusive como mulher e mãe.

Ary Graça e nomes internacionais

O terceiro brasileiro homenageado foi Ary Graça, que presidiu a Federação Internacional de Voleibol entre 2012 e 2024 e teve participação na administração internacional da modalidade.

A cerimônia também reconheceu personalidades estrangeiras. Entre elas estão a norte-americana April Ross, campeã olímpica no vôlei de praia em Tóquio, em 2021; a russa Ekaterina Gamova, bicampeã mundial; e o cubano Yoel Despaigne, primeiro atleta de seu país a receber a honraria.

Também entraram para o Hall da Fama o francês Laurent Tillie, técnico da seleção francesa campeã olímpica em Tóquio; o árbitro japonês Takashi Shimoyama; e Denis Le Breuilly, reconhecido por sua atuação no desenvolvimento do vôlei paralímpico.

Comentários (0)

  • Seja o primeiro a comentar.

Mais em Esportes

Ver seção →