Reforma Tributária exige adaptação de empresas e mobiliza lideranças no ES
Encontro em Vila Velha vai discutir mudanças nos impostos, desafios para os negócios e estratégias para preparar empresários até 2033
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A Reforma Tributária já começou a exigir mudanças na rotina das empresas brasileiras. Com a implantação gradual de um novo sistema de cobrança de impostos, empresários terão que rever processos financeiros, atualizar sistemas fiscais e avaliar possíveis impactos sobre os preços de produtos e serviços. Para discutir esses desafios, lideranças empresariais vão se reunir em Vila Velha, no Espírito Santo.
O encontro pretende orientar os empreendedores sobre as novas regras de tributação do consumo e os cuidados necessários durante o período de transição, previsto para terminar em 2033. A iniciativa reúne representantes de entidades ligadas ao comércio e ao setor empresarial, que defendem a preparação antecipada como forma de reduzir riscos e identificar oportunidades.
Entre as principais preocupações estão as alterações na emissão de documentos fiscais, a necessidade de adequação dos sistemas de gestão e os possíveis reflexos das novas regras sobre os custos operacionais.
Para o presidente da CDL de Vila Velha, José Carlos Bergamin, compreender essas mudanças será essencial para o planejamento dos negócios.
“Nosso compromisso é aproximar o lojista das informações necessárias para tomar decisões seguras e preparar sua empresa para essa nova realidade” - José Carlos Bergamin, presidente da CDL de Vila Velha.
O que muda para as empresas?
A Reforma Tributária estabelece um novo modelo de tributação sobre o consumo, com a substituição gradual de impostos existentes por dois tributos principais: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), compartilhado por estados e municípios.
O calendário de implantação começou em 2026, com uma fase de testes. A partir de 2027, a CBS substituirá o PIS e a Cofins. Já o ICMS e o ISS passarão por uma transição entre 2029 e 2032, até a entrada integral do novo sistema em 2033.
Na prática, as empresas precisarão acompanhar as exigências fiscais e avaliar como as alterações afetam sua operação. A revisão de contratos, a atualização de sistemas e o planejamento financeiro estão entre as medidas que podem ajudar nesse processo.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-ES Sesc Senac, Idalberto Moro, o diálogo entre as instituições empresariais pode contribuir para que o setor enfrente as mudanças com mais segurança.
“A união e o diálogo com as entidades empresariais são fundamentais para o fortalecimento do nosso ambiente de negócios. Incentivar encontros como esse do Sindicato dos lojistas de Vila Velha é uma importante ação para que estejamos preparados para os impactos da Reforma Tributária e também para aprendermos juntos a identificar novas oportunidades para as nossas empresas” - Idalberto Moro, presidente do Sistema Fecomércio-ES Sesc Senac.
Entidades defendem planejamento antecipado
A preocupação das lideranças é evitar que os empresários deixem para adaptar suas operações somente quando as novas regras estiverem plenamente em vigor.
A presidente do Sindilojas Vila Velha, Glenda Úrsula Puziol Amaral, avalia que o acesso à informação e a articulação entre as entidades serão importantes para proteger a atividade comercial durante a transição.
“A Reforma Tributária exige atenção e planejamento. Quanto mais preparado estiver o lojista, maiores serão suas condições de proteger e fortalecer o negócio. Por isso, é fundamental que as entidades representativas estejam unidas, ampliando a voz do empresariado e fortalecendo o setor”, afirma.
O presidente da Assevila, Éder Lemke, também destaca a importância da atuação conjunta das instituições para orientar os empresários capixabas.
“A união das instituições fortalece o diálogo, amplia o acesso à informação e permite que os empresários enfrentem esse período de transição com mais segurança e planejamento”, ressalta.
Com mudanças previstas para os próximos anos, o encontro em Vila Velha busca estimular uma preparação gradual dos negócios. A expectativa das entidades é que os empresários consigam antecipar ajustes, compreender os impactos financeiros e tomar decisões mais seguras diante das novas regras tributárias.
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