Findes: Fim da escala 6x1 pode elevar em até R$ 4,5 bilhões o custo das empresas do ES
Findes cita estudo para criticar a PEC aprovada no Senado. Pequenas empresas teriam o maior impacto proporcional, segundo a entidade
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O fim da escala 6x1 deve aumentar entre R$ 3 bilhões e R$ 4,5 bilhões por ano os gastos das empresas do Espírito Santo com mão de obra formal. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e foi divulgada nesta quinta-feira (15) pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).
Segundo o estudo, o custo atual com empregados subiria de 4,6% a 6,9%. A variação depende da escolha de cada empresa: pagar horas extras ou contratar mais gente. No país, a CNI calcula um custo próximo de R$ 270 bilhões.
O que foi aprovado
O Senado aprovou na quarta-feira (14), por 75 votos a 1, em dois turnos, a PEC que acaba com a escala 6x1. O texto vai à promulgação.
A proposta garante dois dias de descanso remunerado por semana e reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. O limite diário fica em oito horas. Compensação de horários e redução de jornada podem ser negociadas em acordo ou convenção coletiva.
A mudança é gradual, com transição de 14 meses em duas etapas de duas horas cada. A primeira etapa vale dois meses após a promulgação, com jornada de 42 horas.
Pequenas empresas
A Findes afirma que o impacto será maior nas micro e pequenas empresas, que têm menos margem para absorver custo. Pelos cálculos da CNI:
Até 9 empregados: alta de 6,9% no custo com pessoal, se a empresa contratar, ou de 10,3%, se pagar horas extras.
De 10 a 49 empregados: de 6,8% a 10,2%.
De 50 a 99 empregados: de 6,4% a 9,5%.
A posição da indústria
A federação diz não ser contra o debate sobre novas formas de organizar o trabalho. Argumenta que a redução da jornada sem corte de salário encarece a hora trabalhada. Isso exigiria mudança de escalas, mais horas extras ou novas contratações para manter a produção.
A entidade lembra que a indústria tem operações contínuas e trabalho por turnos. Defende que as soluções sejam negociadas por atividade, entre trabalhadores e empresas.
A Findes também critica a votação perto do segundo turno. Na nota, assinada pelo presidente Paulo Baraona, a federação classifica a proposta como uma medida de caráter eleitoral.
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