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PESQUISA FECOMÉRCIO-ES

Comerciantes do ES se dividem entre contratar e demitir com o fim da escala 6x1

Levantamento mostra que 19,6% dos empresários avalia realizar demissões, enquanto outros 22,5% vão na direção oposta e cogitam contratar mais

Por Rodrigo Péret

Repórter Multimídia · · Atualizado em · 2 min de leitura

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A aprovação do fim da escala 6x1 no Congresso provocou reações de cautela entre representantes do empresariado capixaba, que ainda está absorvendo a decisão. A maioria, porém, diz que não pretende realizar demissões por conta da mudança e 22,5% dos gestores avaliam até mesmo ampliar quadro de funcionários.

O dado é fruto de um levantamento realizado com 209 empresários e gestores pela Federação do Comércio do Estado (Fecomércio-ES). Além dos 22,5% já citados, 57,9% dos participantes relataram que pretendem manter o número atual de trabalhadores, enquanto 19,6% já avaliam realizar demissões. 

O receio de aumento das despesas aparece em 60,3% das respostas. Outros 44,5% consideram reajustar preços para compensar os custos, enquanto 64,1% avaliam a mudança de forma negativa ou muito negativa.

Construção teme atrasos; hotéis e bares pedem regras claras

Em nota, o Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-ES) disse reconhecer a importância social da medida, mas defendeu mais tempo para as empresas se adaptarem. A entidade alerta que, em um setor que já enfrenta falta de mão de obra, o encarecimento das obras pode provocar atrasos, reduzir investimentos e afetar projetos de moradia, saneamento, saúde e educação. Os impactos, segundo o sindicato, podem começar em 2027.

Na hotelaria, a preocupação é a falta de definição sobre como as novas regras serão aplicadas. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Espírito Santo (ABIH-ES), Fernando Otávio Campos, a aprovação da proposta não encerra o debate. “Ela estabelece as regras constitucionais e os prazos, mas ainda teremos questões importantes a serem definidas por leis regulamentadoras, negociações coletivas e regras específicas para as pequenas empresas”, afirma.

O presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado (Sindbares), Rodrigo Vervloet, também teme aumento das despesas. “Como consequência, as empresas poderão reduzir os horários de funcionamento e adotar jornadas mais fracionadas para diminuir os custos”, diz.

No setor de alimentação, a pesquisa da Fecomércio-ES mostra que 66,7% dos respondentes consideram elevar preços e a mesma parcela avalia reorganizar escalas. Para as entidades, a regulamentação e o período de transição serão decisivos para que a mudança não comprometa empregos e serviços.

Rodrigo Péret

Repórter Multimídia · Economia

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